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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Meia-Noite em Paris

Depois de um bom tempo sem ir ao cinema (eu sei, TENSO!) me senti na obrigação de assistir ao novo filme de Woody Allen, Meia-Noite em Paris (2011). Muito se falou do filme, 90% sobre o fato de ter a primeira-dama francesa, Carla Bruni, no elenco, e eu fiquei curiosa. Confesso que estava com um pé astrás, pois os últimos filmes dele não tinham sido tão bons, mas esse estava bem cotado. Sem falar que AMO a Rachel McAdams e assisto qualquer filme dela. A premissa da narrativa, que só fui descobrir a pouco tempo, é muito interessante. O personagem de Owen Wilson é um escritor tentando terminar o seu romance e sente uma grande nostalgia pela Paris dos anos 1920. Ele acaba "viajando" no tempo e ganha a chance de passar algumas horas do dia com seus grandes ídolos: Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, Picasso, Dali, e mais um número infindável de artistas célebres. O resultado final é um excelente filme de Woody Allen e um ótimo trabalho de Owen Wilson, que conseguiu incorporar a persona de Allen de forma bem natural e quando ele não conseguia era até divertido imaginar o Woody Allen falando atavés dele. Realmente muito bom. Aproveita o fim de semana e vai ver!

P.S: Ah, e o Ernest Hemingway é sensacional!!! Aliás, todos eles são!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

"Because I bloody well stammer!"

Não consegui ver O Discurso do Rei (2010), enquanto ainda estava em cartaz. Sendo bem sincera, não fiz muito esforço. Cisne Negro (2010) tinha sido o primeiro filme dessa temporada de Oscar que eu ví e ele já tinha ultrapassado todas as minhas expectativas, me encantado e elevou para níveis altíssimos o padrão que eu esperava dos concorrentes. É claro que O Discurso do Rei era favorito ao Oscar, mas não me conformava e resisti em ver, porque achava que iria me decepicionar. Na minha cabeça o filme provavelmente seria bom, mas não ia chegar nem aos pés de Cisne Negro. Para a minha felicidade econômica, O Discurso do Rei estava disponível no meu vôo para Santiago nas férias e não hesitei. O filme é muito bom, a história do Rei George VI buscando uma maneira de superar a sua gagueira para assumir com total segurança o seu papel real é muito legal. O que parece uma coisa pequena e boba, foi trabalhado tão bem que rendeu um filme que não te entedia em momento algum. E Colin Firth está fantástico no papel de um homem que sabe com firmeza o seu lugar e seu potencial, mas acaba passando uma impressão de frágil. Não sei quem está melhor, ele ou o Geoffrey Rush, como o treinador de discurso do Rei. Os outros dois coadjuvantes, Helena Boham-Carter e Guy Pearce também estão muito bons. E a direção é excelente, com uma cena de abertura muito interessante. Não preciso nem falar de fotografia e direção de arte né? Mas apesar de tudo isso, o filme não me marcou tanto. Tudo bem. Eu já estava esperando e, sob esse ponto de vista, ele atendeu perfeitamente as minhas expectativas.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

"Tell me how I should be. Just tell me. I'll do it."

Que felicidade a minha de poder voltar de férias e como primeiro post escrever sobre "Blue Valentine" (2010). Contextualizando, o filme conta a história de um jovem casal no começo do relacionamento, quando se apaixonam, e no fim, quando já quase se odeiam. A premissa é muito boa, e os atores são ótimos: Michelle Williams e Ryan Gosling. Estava super ansiosa para ver o filme, mas ele simplesmente não estréia no Brasil! Quando ele foi exibido em Cannes e começou o buzz sobre ele, comecei a pesquisar e descobri várias coisas interessantes. Por exemplo, o filme demorou cerca de 10 anos para ser feito, porque o diretor não conseguia financiamento. Enquanto isso ele fazia documentários para conseguir viabilizar o projeto. A Michelle Williams já fazia parte do projeto desde o começo e o Ryan Gosling entrou 2 anos depois. Outro, quando eles começaram a gravar, os atores e a filhinha deles no filme moraram na casa onde gravaram por um mês, decorando, fazendo compra de supermercado e encontrando maneiras de brigarem. Achei muito legal a dedicação de diretor e elenco pelo filme. Graças a Deus, o filme saiu para alugar no iTunes e eu vi ele esse fim de semana! Todas as minhas expctativas foram recompensadas! O filme é, obviamente, bittersweet. Você torce e se apaixona pelo casal, mas fica extremamente deprimido ao ver eles chegando ao fim. Como uma coisa tão bonita e cheia de esperança, se transforma em sofrimento e amargura? Para onde foi aquele amor tão bonito que impulsinou tudo? Não preciso nem dizer que os atores deram performances arrebatadoras né? (a Michelle Williams foi, inclusive, indicada ao Oscar de atriz). E o diretor leva o mérito pelo roteiro e direção e por ter viabilizado o projeto. Ah, e tem uma música linda escrita e cantada pelo Ryan Gosling. Muito bom. Fiquem de olho nas estréias ou nos filmes direto para DVD!

quarta-feira, 16 de março de 2011

"...this rock has been waiting for me my entire life."

Estava ansiosa para assistir 127 Horas (2010). Um porque o James Franco é o novo queridinho cool do momento. Dois porque eu tendo a gostar dos filmes do Danny Boyle. Três porque a crítica havia elogiado muito o trabalho de ambos. Ok, tem mais uma: relatos de pessoas passando mal porque o filme era extretamente verídico no sufoco de Aaron Ralston. O que primeiro me vem a mente quando penso nesse filme é na fotografia maravilhosa! Os tons de laranja característico do local onde Aaron estava e o azul quando nas cenas em planos abertos, já devem ser lindo normalmente. Com essa fotografia então ficou espetacular. Me lembrou muito O Jardineiro Fiel (2005), por algum motivo. Outra coisa que me vem a cabeça é uma história verídica muito boa, mas difícil de ser contada de uma forma que prenderá a atenção dos espectadores. Mais um ponto pro filme, porque ele te deixa muito tenso e nunca entendiado. Claro que o Danny Boyle espertinho, faz uso de flashbacks, panoramas, imagens relacionadas, para entremear as longas cenas sem muita ação. O James Franco está realmente muito bom. Faz muito o que parece ser ele mesmo, com aquele ar blase, mas ainda assim ele é delicioso de assistir e consegue passar a vontade de viver de Aaron. Agora, tem uma cena específica no filme que pra mim foi a que deu a indicação ao Oscar a ele: quando ele dialoga com si mesmo fingindo ser um apresentador de TV. Quanto à Danny Boyle, ele merece todos os elogios porque é ele que está por trás de tudo isso. É ele que tem que pensar em maneiras interessantes de contar essa história e é ele que tem que inspirar e dirigir Franco, ou seja, ele é o maestro por trás disso tudo. Ainda assim, tive a mesma sensação que em Bravura Indômita (2010). Quando penso no filme analiticamente, chego a conclusão de que ele é excelente. Como espectadora, ele não me marcou tanto como Cisne Negro (2010) e diria que ele é um bom filme.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

"You must pay for everything in this world, one way and another."

Não é segredo para quem lê o blog que eu sou fã dos irmãos Coen. Também não é segredo que eu sou super saudosista q rezo todos os dias para que eles voltem ao dias mais esculachados de O Grande Lebowski (1998). Foi sob este contexto que fui assistir ao novo filme deles Bravura Indômita (2010). Não ainda não li o livro e não ainda não vi a primeira adaptação feita, estrelando John Wayne, esse filme foi completamente novo para mim. O elenco é sensacional, com Jeff "The King" Bridges, Matt Damon, Josh Brolin e a pequena revelação, já indicada ao Oscar, Hailee Steinfeld. Os três primeiros atores, como sempre, estão fantásticos. Destaque sempre maior para o Jeff Bridges. Mas a Hailee é simplesmente maravilhosa. Com 14 anos ele simplesmente carrega o filme nas costas (não, não estou exagerando). Na parte da direção e roteiro os Coen mais uma vez fizeram seu trabalho direitinho. Mas ai, fico triste que eles ainda não voltaram para os bons tempos de outrora. Não que eles não estejam bons! Não me entenda mal! Eles são sempre bons, inovadores, sarcásticos e descolados, mas gostava mais quando eles simplesmente não ligavam para mais nada além de fazer um filme completamente bizarro, nonsense e delicioso de tão engraçado. Não tinha achado o filme tudo isso para o tanto de indicação ao Oscar que recebeu. Mas revendo as indicações, ele realmente é espetacular nas categorias em que foi indicado. Estranho como a sensação geral do filme não foi arrebatadora, mas as suas partes são formidáveis.

Oscar: Filme, Diretor, Ator (Jeff Bridges), Atriz Coadjuvante (Hailee Steinfeld), Roteiro Adaptado, Direção de Arte, Fotografia, Figurino, Edição de Som, Mixagem de Som

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

"I just want to be perfect"

Ah, são por filmes assim que eu criei o blog! Ontem tive o prazer imenso de assistir Cisne Negro (2010). Nem sei mais o que falar porque ele já foi super comentado né? Mas ao mesmo tempo quero falar tanto... o que é esse filme??? Ele simplesmente é um daqueles poucos filmes que te tiram da sua zona de conforto, te incomodam e te envolvem. Você sai do cinema achando que te atropelaram e que foi a melhor coisa que aconteceu com você. A premissa da dualidade entre o Cisne Branco e o Cisne Negro é muito interessante; um inocente e puro, outro sensual e arrebatador. E como uma bailarina tem que fazer muito mais do que só dançar com perfeição. Como passar essa dualidade, os sentimentos, o tormento de cada Cisne, apenas pela dança? É isso que busca Nina, interpretada de forma magnífica por Natalie Portman, a bailarina escolhida para interpretar os dois papéis. Nina é o Cisne Branco perfeito, mas será que ela consegue ser também o Cisne Negro? E o interessante do filme é exatamente isso, ver Nina tentar se encontrar e, ao mesmo tempo, se perder na busca. Mila Kunis, Vincent Cassel e Barbara Hershey são os coadjuvantes fantásticos que suportam Nina por sua trajetória. E Darren Aronofsky? Sou fã incondicional desde Requiem por um Sonho (2000)! Aqui, ele faz um filme tão intimista, um recorte dos bastidores do balé e da vida de Nina, onde ele mostra os mínimos detalhes dessa profissão que é graciosa e dolorosa ao mesmo tempo. Os figurinos desenhados pela Rodarte são lindos, como já era de se esperar. E a música, só coroa todo o clima de tensão e a dualidade do filme. Como uma trilha sonora tão bonita de Tchaikovsky, consegue te deixar tão nervoso??? Ainda não vi os outros concorrentes ao Oscar, mas ficava feliz se parasse nesse aqui.

Concorre ao Oscar de: filme, diretor, atriz, roteiro, cinematografia e edição.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Trilogia Millenium


Meu Tio Márcio tinha me falado que eu tinha que ler um tal livro chamado "Os Homens que Não Amavam as Mulheres", mas não dei muita bola. Eis que me encontro sem ter o que ler, encontro o livro baratinho e decido investir. Jesuuuuuuusssss, que livro bom! MUITO BOM mesmo! Envolvente e com a história bem amarrada. Impressionante como vai ficando melhor de um livro para o outro. Fiquei arrasada com a notícia de que o autor Stieg Larsson morreu quando estava escrevendo o 4º e tinha rascunhos para 10 livros, ... Ai, ai, não foi dessa vez que encontrei meu "novo" Harry Potter. Enquanto Hollywood começa a rodar sua versão para os livros, com direção de David Fincher, a Suécia (país do autor e onde a história acontece) já rodou e lancou os 3 filmes: Os Homens que Não Amavam as Mulheres (2009), A Menina Que Brincava com Fogo (2009) e A Rainha do Castelo de Ar (2009). Sem um orçamento milionário o filme conta com conhecimento de causa e território, e com uma atriz fatástica, Noomi Rapace, no papel de Lisbeth Salander, e retrata de forma fiel e bem crua a história dos livros. O legal é que Noomi conquistou os olhos de Hollywood e já está gravando a sequência de Sherlock Holmes (2011) e escalada para uma prequência de Alien (2013). Agora é aguardar e ver como ela se sai por lá e o que David Fincher fará com a sua versão...

UPDATE 13/01: Parece transmissão de pensamento, a atriz Rooney Mara, escolhida para a versão Hollywoodiana é capa da revista W deste mês, clique aqui para ver.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

"If you guys were the inventors of Facebook, you'd have invented Facebook."

Acredito que todos nós estávamos curiosos com o "filme do Facebook", aka "A Rede Social" (2010). Muitas criticas positivas (até mesmo pro Justin Timberlake), controvérsias sobre a veracidade dos fatos, o Mark Zuckeberg (dono do Facebook) meio se defendendo, meio deixando rolar porque se tem alguém que entende sobre virais é ele. Como resultado final tem-se um ótimo filme. Também, com direção do David Fincher e roteiro do Aaron Sorkin não tinha muito como não ficar bom. Sem falar no elenco de jovens atores promessas como Jesse Eisenberg, Andrew Garfield e, o já mencionado, Justin Timberlake. David e Aaron conseguiram transformar em narrativa uma história que muitos duvidavam poder ser contada de forma interessante e atrativa. O filme mostra bem a inebriagação com o poder e, ao mesmo, tempo acompanha o trajeto de como uma pequena excelente idéia se transforma em uma coisa grandiosa. Os atores deram o seu melhor: Jesse se manteve consistente com uma ótima atuação, como eu já esperava. Andrew Garfield é relativamente novo pra mim (mas iremos ouvir muito dele, pois acaba de ser escolhido o novo Homem-Aranha) e achei ele muito bom mesmo. Justin Timberlake continua na luta para ser levado a sério como ator e ele realmente está bom neste filme, maaaas não dou meu braço a torcer porque gosto do Justin cantor! Já está rolando Oscar buzz e muitas indicações para o Globo de Ouro. Vamos acompanhando e quem ainda não assistiu está em tempo!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

"These are dark times, there is no denying."

Exatamente em junho de 2011, quando estréia o último filme da série, irá completar 10 anos em que li "Harry Potter e a Pedra Filosofal". Nada mais justo do que comemorar essa década de encantamento e dedicação do que com a segunda parte de "Harry Potter e as Relíquias da Morte", que tenho certeza: será tão bom quanto a primeira. Vi logo no fim de semana de estréia, o ingresso havia comprado duas semanas antes tamanha era a ansiedade! Já no cinema, de felicidade extrema passei para o medo, "e se, depois de todos esses anos, esse filme for ruim?". Mas ele atendeu perfeitamente todos os meus anseios. Assim como o livro, esta última primeira parte, é mais densa, triste, assustadora e lenta. Achei fantástico que o diretor, David Yates, assumiu isso do livro e não tentou dar mais agilidade ao filme. Neste último ano, todos aqueles que ainda não caíram sob Voldemort estão de volta; todos aqueles atores britânicos fantásticos. Mas quem rouba a cena é o trio central: Harry, Ron e Hermione, ou Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint. É realmente legal ver como cresceram diante de nós e aprenderam a dar nuances aos personagens. E agora, falando da história, muito bom reviver a minha primeira sensação de quando li o último livro pela primeira vez! Ainda não acredito como a J.KRowling amarrou a história! Se você leu os livros recomendo ver de novo. Se não, sugiro rever os filmes porque muitas coisas que você viu lá atrás irão voltar nesta história. No final, apesar da total satisfação com o filme, fiquei triste. Quando o último vier, será realmente o fim de uma era e eu não vou ter mais nada para obcecar e esperar...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

"I don't think you guys should break up."

Tinha ouvido que a Annette Benning e Julianne Moore seriam super indicadas para o Oscar por sua atuação em um filme ainda desconhecido para mim. Eis que em uma ida ao cinema, começa a passar um trailer de um filme com as duas. Obviamente que fico super emolgada. Mas o trailer parecia ser de uma comédia, nada a ver. Mas, continuei lendo sobre e descobri que, de fato, o trailer da comédia que eu tinha visto era o filme que estava gerando "Oscarbuzz" pras duas. Ou seja, ou o Oscar se modernizou, ou o trailer não passa bem o clima do filme. Realmente, uma coisa não tem nada a ver com a outra. "Minhas mães e meu pai" (2010) - em mais uma tradução ridícula -, é um drama, que mostra o dia-a-dia em família de um casal lésbico, mas que poderia facilmente ser de qualquer outra família. E, de um dia pro outro, esse cotidiano é virado de cabeça para baixo pela introdução de um elemento novo na família: o pai biológico dos 2 filhos do casal, que havia doado esperma a muitos anos atrás. O roteiro e direção são assinados com maestria pela Lisa Cholodenko. O elenco é maravilhoso: Annette Benning com certeza será indicada ao Oscar e tambem estou de dedos cruzados pelo Mark Ruffalo que faz o pai. A Julianne Moore como sempre está maravilhosa (mas o páreo é duro com Annete). As crianças foram uma surpresa maravilhosa: Mia Wasikowska, mais conhecida pelo seu papel como a Alice na adaptação de Tim Burton, se mostra uma feliz revelação. O único que não acompnaha o timaço é o Josh Hutcherson, que faz o filho, mas a falta não é grave.é um filme de personagens e que deixa você com um sentimento agridoce. Muito bom mesmo, não se deixem enganar pelo trailler, nem tenham preconceitos pelo roteiro (porque já passou da hora né minha gente?).

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

"You grew up right here! Same rules that I did."

O Steven já falava desse filme um mês antes de estrear aqui e eu dei uma certa atenção, mas nada demais. Quando comecei a ler sobre o filme descobri que "Atração Perigosa" (2010) era dirigido pelo Ben Affleck. Preguicinha? Poisé, eu também. Mas aí começaram fui ver o elenco: Ben Affleck, Rebecca Hall, John Hamm, Jeremy Renner e Blake Lively. Os comentários, as críticas vieram super positivas (94% no Rotten Tomatoes) e fui me convencendo. Tipo muito. De fato o filme é muito legal. O roteiro também é do Ben Affleck e muito bem escrito. Traz elementos novos aos filmes de roubos. Tudo que ele tem de medíocre como ator ele compensa na direção. Em um dos raros momentos que concordo com a Isabela Bosconov, da Veja (se bem que ela tem andado menos amarga): ele explora todas as limitações de sesus atores e as transforma em forças de seu filme. Ele e Blake Lively, estão muito bem em seus papéis. Enquanto que Jeremy Renner e Rebecca Hall dão o show que já era esperado. John Hamm, aka Don "The King" Draper, só me convence na série mesmo. Já saiu de cartaz, mas fiquem de olho pelo DVD.

P.S: Mais uma crítica pro pessoal que traduz nome de filme por aqui. Em inglês o título é "The Town".

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Amor a Distância (2010)

Quem me conhece sabe que "Amor a Distância" (2010) é um filme que dialoga muito bem comigo. Por que? Passei um bom tempo namorando a distância. Estava super curiosa para ver como isso seria trabalhado em um filme, já tinha até estranhado não ver um filme sobre isso porque é um assunto super pertinente hoje em dia e as comédias românticas precisam inovar um pouco né? Eis que meu casal queridinho: Drew Barrymore e Justin Long resolveram esta lacuna! E o filme é bem legal sim. Consegui me identificar com várias coisas e eles mostraram a situação de uma maneira natural e sem a enrolação tão constante no gênero. Achei bem legal e verdadeiro. Aos que não viram: aguardem o DVD.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

DVD | A Noviça Rebelde

Eu não tô falando que com a Blockbuster Online eu tô vendo de tudo? (aliás, Blockbuster podia patrocinar o blog hein? Enfim...). Sempre, SEMPRE, tive preguiça dos filmes tipo: "A Noviça Rebelde" (1965) e "Mary Poppins" (1964). Não ví quando era pequena e a resistência só cresceu, mas depois de experiências positivas com clássicos musicais consagrados como "O Mágico de Oz" (1939) e "Cantando na Chuva" (1952), coloquei como meta cinematográfica passar por estes clássicos. Aprendi que se um filme é comentado e tido como referência por anos a fio, é porque ele só pode ser bom, ou não sobreviveria ao tempo. E o que tenho a dizer sobre "A Noviça Rebelde"? Que o filme é ótimo! Antes quando eu via a cena da Julie Andrews correndo pelas montanhas me dava até calafrio! Hoje eu acho ela o máximo! Ví o filme esperando por ela e, ironia do destino, assim como a saia da Marilyn voando em "O Pecado Mora ao Lado" (1955), a cena é tão pequena que passa quase desapercebida e ambas viraram ícones do cinema. "A Noviça Rebelde" é tão legal, tão agradável, fofinho, bom, que nossa, me arrependo do tempo que passei sem ver esse filme. As músicas são ótimas e você vai reconhecer quase todas, que já foram extensivamente usadas como referências em filmes, séries, desenhos, etc. Julie Andrews é uma fofa e o Capitão Von Trapp um gatinho! Recomendo demais, mas demais mesmo, principalmente aos amantes do gênero musical e clássicos.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

DVD | Preciosa

Sempre rolou uma preguicinha de ver "Preciosa" (2009). Ah sei lá, tinha cara de ser muito triste, muito sofrido e eu nunca tava num clima deprimível, ai fui adiando. Eis que a Blockbuster Online aconteceu na minha vida (sim, fiz propaganda sem receber nem um centavinho), e eu agora alugo tudo! haha. Resolvi tomar coragem e encarei. Jesus! O filme é depressivo MESMO! Nunca ví tanta coisa ruim acontecer com uma pessoa só. Mas tristeza e baixo astral a parte, a Mo'nique (que inclusive ganhou o Oscar de atriz coadjuvante) está fantástica! Como eu odiei essa mulher! A Preciosa, Gabourey Sidibe, foi uma excelente revelação. A Paula Patton, Ms Rain, está ótima! E Mariah sem maquiagem? Tipo mulher mal tratada pela vida? Achei bizarro, kkk. Ah! E antes que vocês se assustem como eu: o Lenny Kravitz também está no filme, e não está ruim não viu?

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

DVD | Educação

Confesso: estava morrendo de preguiça, porém intrigada, em assistir "Educação" (2009). Tá ok, eu não tinha ido muito com a cara da Carey Mulligan, mas o filme teve tantas críticas positivas e foi tão badalado nas premiações - incluindo indicações ao Oscar de atriz para a Carey Mulligan, roteiro para o Nick Hornby e filme -, que eu não estava me aguentando para ver ele. Mas toda ida à locadora batia uma preguiça de ver, a capa passa a impressão de filme indie paradão e chato e o Peter Saarsgard tem esse ar blasé que eu nunca criava coragem. Eis que finalmente aluguei o bendito filme e, no fim, fiquei tão feliz de ter tido o prazer de ver um filme tão bom. Fazia tempo que eu não ficava "grata" por uma experiência cinematográfica e "Educação" fez exatamente isso. A direção e roteiro são fantásticos e, mordendo a minha língua, a melhor parte do filme é a Carey Mulligan. Minha preguiça dela foi embora num piscar de olhos...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

"Never recreate places from your memory. Always imagine new places!"

Post fura fila, mas necessário: vi "A Origem" (2010)! E como ainda tenho uns 5 filmes pra atualizar não ia conseguir esperar isso tudo pra falar desse filme que atendeu totalmente as minhas expectativas. Estou cada vez mais fã do Christopher Nolan, que também dirigiu "Amnésia" (2000) e "O Cavaleiro das Trevas" (2008). Também amo o Christian Bale! Daí você diz: "mas ele nem tá no filme!". E daí? Ele é gato e bom ator e sempre que penso no Chris diretor, penso no Chris ator, mas falando do filme... MUITO BOM! O roteiro é fantástico (e também é do Chris diretor)! Bem digno de "Amnésia", "Matrix" (1999) e "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças" (2004). Saí do cinema completamente paranóica. Os "efeitos" também são um show à parte - pra quem não sabe o diretor buscou fazer tudo da maneira mais analógica possível. E, claro, não posso deixar o elenco de lado. Time de primeira da nova geração do cinema, não tem um ali que eu não ame: Ellen Page, Cillian Murphy, Joseh Gordon-Levitt, Ken Watanabe, Marion Cotillard e Leonardo DiCaprio. Todos excelentes, elenco afinadíssimo.Tive uma surpresa extretamente agradável com o Tom Hardy (o Eames do filme). Deveriam ter lançado mais próximo da temporada de indicações do Oscar, mas fazer o que né? MUITO BOM MESMO! Acho que todo mundo devia parar o que estiver fazendo e ir pro cinema!

Trívia: Mais alguém reparou que o poster de "A Origem" é bem parecido com um dos posters de divulgação de "O Cavaleiro das Trevas"?

quarta-feira, 14 de julho de 2010

"You'll never leave this island."

Último filme visto ainda nos EUA... Um bom final! A campanha de divulgação de "Ilha do Medo" (2010), contou com vários comerciais de TV, posters, cartazes no metrô, etc, em Nova York ! Estava com um pé atrás porque achei meio do nada o Scorcese ir para o gênero de suspense, mas ao mesmo tempo ele não pode fazer filme de gângster para sempre né? Fiquei pensando que ele sempre dá umas escapadinha: "A última Tentação de Cristo" (1988), "A Era da Inocência" (1993), "Kundun" (1997), "Shine a Light" (2008),... sem falar que - e não sei como não sabia disso - ele dirigiu o clipe "Bad" (1987), de Michael Jackson!!!!! Versátil ele já tinha provado que era. Vale dizer ainda que eu amo o Scorsese, tanto que a minha citação no blog é dele. Então decidi que ele não ia poder me decepcionar demais. E, pra falar a verdade, ele me surpreendeu muito. Gostei de "Ilha do Medo". Fiquei muuuito tensa, gostei da história, da fotografia, dos cenários, figurinos, montagem e, claro, dos atores (Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Michelle Williams, Ben Kingsley, Jackie Earle Haley e Emily Mortimer)! Em certos momentos ele tinha pitadas de um filme do Hitchcock, em outras era puro Scorsese. Vale lembrar que o elenco tem . É um dos melhores filmes dele? Não sei, porque ele tem muitos filmes bons, mas com certeza está ali na zona de classificação ao Top 10.

terça-feira, 8 de junho de 2010

"I wanna talk about how bad you make this room look."

Finalmente cheguei em um dos filmes que mais queria comentar! E olha que vi no fim de fevereiro hein? Antes de explicar qual é o filme, vamos falar do que é importante? Jeff Bridges é REI! Eu não sei vocês, mas depois de "O Grande Lebowski" (1998) sou fã incondicional dele. Estou sempre falando que, na minha opinião, bom ator é aquele que praticamente muda a minha vida depois que eu vejo ele atuando. E simplesmente não tem personagem que o Jeff Bridges não entregue bem. Bad Blake, de "Coração Louco" (2009) é mais uma prova disso. Quem não teve oportunidade de ver o filme já digo de cara que é imperdível. As músicas são ótimas (sim, eu curti as músicas mesmo sendo country, baixei a trilha e a música tema - excelente - levou o Oscar), a história te envolve e, de novo, Jeff Bridges é REI. Finalmente, na quinta indicação ele levou o Oscar! Mas vamos dar o crédito devido também à Maggie Gylenhaal, que recebeu indicação ao Oscar por seu papel no filme. A minha única ressalva foi escalarem o Colin Farrel pra fazer um cantor country jovem; simplesmente não convence! Ele é irlândes e over demais pra isso, mas enfim... tendo isso em mente ele não estava ruim não. Resumindo: o filme é excelente! Te garanto que se você não curtir a historia (o que eu acho que não vai acontecer) o Jeff Bridges segura o filme inteiro!

terça-feira, 20 de abril de 2010

"Los Abrazos Rotos" (2009)

Com muito atraso fui assistir "Abraços Partidos" (2009), o último filme de Almodóvar. Fui com um pouco de apreensão porque não havia gostado dos últimos filmes dele: "Volver" (2006"), "A Má Educação" (2004) e "Fale com Ela" (2002). Tá, "Má Educação", até gostei um pouco, mas desde "Tudo Sobre Minha Mãe" (1999), não gostava tanto de um filme dele. E os dois filmes tem algumas várias similaridades; eu gosot quando o Almodóvar viaja, mas com humor, sem ser pesado, denso, ou empurrado como nos outros três filmes citados. Eu gosto quando ele permite rir de si próprio e dos seus personagens. Também não sei o que aconteceu, mas de uma preguiça quase mortal a Penélope Cruz está se tornando uma das minhas atrizes preferidas. Alguma coisa aconteceu com ela depois de "Vicky Cristina Barcelona" (2008), que não sei explicar. Muito bom mesmo, merecia uma indicação ao Oscar, mas enfim,... Para mim ficou paracendo que o Almodóvar voltou às raízes, ou pelo menos àquelas qualidades que me fizeram gostar dele.

segunda-feira, 22 de março de 2010

"Do you ever feel like a chess piece yourself? In a game being played against your will."

Adoro a Emily Blunt. E adoro filme de época. Combinação perfeita pra mim então foi "A Jovem Victoria" (2009), onde Emily retrata a jovem rainha inglesa, nos primeiros anos de seu reinado. Acima de tudo, o filme conta o romance de Victoria com o Príncipe Albert, um exemplo raro de casamento por amor na realeza. Muito interessante a relação dos dois, as dificuldades da sucessão e começo de reinado, o marido dando suporte à mulher em posição mais central que a dele. E os atores estão ótimos, tando que Emily foi indicada ao Oscar, entre outras indicações como figurino e maquiagem. Não é nada extraordinário, mas ainda assim só consigo pensar em excelente.